OS TRÊS DO PORTO E A BANDA ANIMAL II


Fui na mata dar uma olhada
Espionar encantos da mãe natureza
Logo que entrei levei uma picada
Sendo jacu da cidade não achei moleza.

Na beira do barranco
Tinha uma moita de citronela
Com o foião cortei no tranco
Para amenizar a dor pinga na goela.

Fiquei apavorado
Com o enxame de cassununga
Meu corpo inteiro foi picado
Sai correndo e quase cheguei em Pirassununga.

Na beira do lago
Jacaré me ataca
Por instantes fiquei gago
Cessei minha língua de matraca.

Meia hora depois retorno
As margens do lago da ETA
Imaginando que transtorno
Viver sem a mão direita.

O ataque  do jacaré
Inspirou-me a escrever
Uma história de boa fé
Que virei eremita no decorrer.

Nesta vida maluca
De ser musico sanfoneiro
Tocar bailes até em baiúca
Criei uma letra de forrozeiro.

Disso tudo nasceu à história
Os Três do Porto e a Banda Animal
É uma prosopopéia de uma estória
Mas que ficou muito legal.

JACARÉ - Sankaré toca sanfona
TARTARUGA - Quetry toca  triangulo
MACACO - Bumbak’os toca zabumba
URSO PANDA - Pandolim toca bandolim.

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