CASA DO POETA



ORESTES ROCHA, DE SAUDOSA MEMORIA

Museu Vivo de Imagem e do Som
Miguel Bragione foi o seu criador
Quando pega no acordeão lá vem um tom
Desliza os dedos no teclado com muito amor.
Orestes Rocha lá foi homenageado
Em vida pela sua biografia
Radialista – historiador um caboclo letrado
Numa das salas tem a sua fotografia.
Poderá abrigar também a Casa do Poeta
Porto Ferreira tem “cabeças pensantes”
Usando o abecedário quando soletram
Rimando em versos com os olhos bem adiantes.
Todo poeta é um observador
Vai registrando no cérebro
Tudo o que vê ao ser redor
Escrevendo, compondo alivia seu ego.
Quando vem a inspiração
Torna-se um mensageiro independente
Sentimento vivo faz uma canção
Poetas ferreirenses vão em frente.
Quem sabe se a Biblioteca Nacional
Abre um espaço também para o Instituto
Porto Ferreira projeta-se numa Terra fenomenal
Seremos todos cultos apesar de algum insulto.
Horizonte é um poeta caboclo
Compõem rimas de cordel
Seu antigo relógio de cuco
Bate às horas ele come pastel.
Quando o encontro já vem rimando
Está sempre ligado no cotidiano
Pega no violão sai cantando
Só não fala do meridiano.
Mas sofre por ser Corintiano
Trocar de clube nem pensar
Isso ele vai levando
Pra ser campeão é só jogar.
Novo técnico no Timão
A casa vai ser arrumada
Parece uma seleção
Vamos lá torcida animada.

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