CAUSOS DE CABOCLOS

ESTAÇÃO PARANAPIACABA 

ESTAÇÃO DA LUZ - SP

ESTAÇÃO DA LUZ - SP

ESTAÇÃO CIA.PAULISTA, 1916 - PORTO FERREIRA-SP

ESTAÇÃO TAMANDUATEÍ - ANTIGA VEMAG - VILA CARIOCA - SP

TREM COMETA - ESTAÇÃO PARANAPIACABA



O QUE SOBROU DO TREM COMETA - ESTAÇÃO PARANAPIACABA


ESTAÇÃO DE CUBATÃO
ESTAÇÃO DE SANTOS

ESTAÇÃO DE SANTOS

-nóis vamus pro litorar-



Uns caboclos do bairro rural da “Fazendinha” resolveram visitar uns parentes lá pra bandas do litorar paulista, Santos qualquer coisa parecida.
Diziam eles que viajar pro litorar era facim facim. “Bidala” um deles expressou. É mesmo nóis embarca num trem da Cia. Paulista em Porto Ferreira, vamu até Sun Paulo, desembarcamos na Estação da Luiz, depois embarcamos no trem “Cometa”.
E assim foram eles felizes da vida, afinal era a primeira vez que iriam pra Santos, e conhecerem o tão famoso “mar di água sargada.”
O Trajeto da viaje de Porto Ferreira até Sun Paulo foi muito bacana, quando dava fome, comíamos um sanduiche de mortadela meio rançosa, e um refrigerante qualquer pra ajudar descer o lanche  goela abaixo.
O trem chegou na Estação da Luiz, os caboclos ficaram boquiabertos pelo tamanho da estação, comparando com a de Porto Ferreira. Desembarcaram e foram subindo a enorme escada que levaram as bilheterias, onde iam comprar passagens para embarcar no “Trem Cometa”.
Resolvida à compra das passagens, e vão eles descendo pela escadaria, do outro lado da plataforma embarcar no trem, rumo ao litorar.
Os caboclos acharam interessante o nome do trem por nome de “Cometa”, afinal eles conheciam a locomotiva “Maria Fumaça” e a que era movida por óleo diesel, alguém falou será que esse trem voa baixo? Deve ter associado com algum cometa do espaço.
Outra coisa que os caboclos brincavam na viaje era o fato do trem passar sobre os trilhos, em velocidade ou em marcha reduzida, e eles faziam um coro: “café com pão manteiga não, café com pão manteiga não”.
Enfim chegaram na estação de Paranapiacaba, onde faziam a troca de locomotiva, agora era de novo uma “Maria fumaça”,  que paravam nos tuneis para abastecer com água, dizia água e sei o que? O que vi nesta hora era um homem todo sujo de graxa, pó preto.
A caboclada ficou admirada, pois a paisagem ao redor da ferrovia era muito bonita, é lá embaixo era só fumaça de poluição, isso no pé da serra, diziam ser “Cubatão”.
Chegando na Estação de Cubatão, de novo, troca de locomotiva, agora o trem  seria conduzido por uma locomotiva movida a óleo diesel.
E lá vai o trem para a estação de Santos, bem próximo do porto, desembarcando trem “Cometa” sentiram um cheiro horrível, de adubo, de sal etc., enfim ali era um porto de navios.
A turma toda cansada de viajar, tinha que embarcar num ônibus, o parente morava no bairro “Macuco”. Acharam engraçado esse tar de macuco, será que tem muito macaco neste lugar? Outro caboclo disse, macuco é um pássaro, sei lá alguma ave.
Chegaram na casa do parente, que já tinha incorporado às características de um “caiçara”, com sotaque e tudo. Foi uma festa. Hora da boia, “engasgar o gato”, jantar.
A conversa rolou até altas horas da noite, e o parente caiçara  já foi avisando a caboclada, amanhã vamos saborear uma peixada, e se der tudo certo, vamos comer também “caranguejo no vinagrete”. Caranguejo, disse o caboclo, aquele bicho cheiro de pernas, que parece meio besta, anda de lado, de marcha à ré, isso foi muito engraçado, todos riram do caboclo recém-chegado no litorar.

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