ESTAÇÃO DA LUZ, É SÓ SAUDADE...

É SÓ SAUDADE...


PARQUINHO DA CIA. PAULISTA 

Nasci em Porto Ferreira em 1946, e a família toda migrou para a capital de São Paulo, em 1949. Sendo que compramos um terreno na Rua Albino de Moraes-Vila Carioca-Ipiranga-SP., no ano de 1953.

O tempo passou, cursei os 4 anos primários em três escolas. A 1.ª foi no Externato Menino Jesus, 2.ª na Rua das Municipalidades, não me lembro do nome desta escola municipal, e 3.ª foi no Grupo Escolar Visconde de Itaúna, Rua Silva Bueno, 4.ª Externato Menino Jesus.
Tempos de férias escolares, o destino certo era, vamos para Porto Ferreira, nossa terra natal, que a gente nunca esquece.

Embarcávamos na Estação Vemag, e em poucos minutos chegávamos na deslumbrante Estação da Luz. A gente olhava para todos os lados da estação ferroviária e ficava abismado pelo tamanho, e pelo formato da arquitetura.

Nada sabíamos sobre a Estação da Luz e todo complexo ferroviário existente na capital de São Paulo. Lá de casa na Rua Albino de Moraes, ouvíamos o som do trem passando pelos trilhos. A estrada de ferro ficava do outro lado da Av. Presidente Wilson. Na época restavam alguns terrenos vazios, próximos dos enormes galpões. E todos nós crianças associávamos uma frase imaginária, coisas de crianças, que era: “café com pão manteiga não”, com mais intensidade e com menos intensidade. E hoje chegando aos 66 anos de idade, me lembro disso.

Na estação era uma grande movimentação de passageiros e trens  que saiam e chegavam, tinha também o trem “Cometa”, que ligava a capital com a cidade de Santos, certo dia embarquei no trem Cometa, fui pra Santos. Bela viaje... E lá embaixo na cidade de Cubatão a poluição predominava, hoje isso já está  controlado. Na Estação Paranapiacaba o trem descia por cremalheiras.

Trabalhei por 6 anos na Revista Monitor, Rádio & Televisão, Rua General Couto Magalhães, 396 – bairro da Luz. Após o expediente ia praticar esportes em geral no Sesi, recém-inaugurado ao da Estação Prefeito Saladino.

Enfim a última viaje de trem foi no dia 25 de janeiro de 1972, rumo à cidade de Araraquara, depois seguíamos de ônibus para a cidade de Itápolis, casamento do primo Ariovaldo Polaco...

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