EU NUNCA TINHA VISTO UM JAPONÊS FORROZEIRO!!!

Toshi


A família Oliveira oriunda de Ibitinga, mas viveram por muitos anos na cidade de Itápolis, e a partir de 1940 com o falecimento do meu avô na cidade de Borborema, os nove filhos se dispersaram.

Três foram para Porto Ferreira, uma para capital de São Paulo, uma fincou pé na cidade de Itápolis e os quatro restantes rumaram para as terras rochas, terras férteis do norte do Paraná. Desbravaram matas fundaram pequenas cidades, enfim o café era um produto rentável.

Vinte e poucos anos se passaram daí acontece o reencontro, aliás, eu não conhecia os tios e tias que migraram para Curitiba e norte do Paraná.

Na década dos anos de 1960, numa noite qualquer, digo isso, pois não me lembro da data, estávamos assistindo TV, eis que escutamos alguém buzinar em frente da nossa casa.  Fui atender, vejo  duas Kombi estacionadas.

O motorista da Kombi desce, era um rapaz com traços nipônicos e pergunta se ali morava o “tio Dito Osório”. Achei estranho, chamar o meu pai de tio Dito, afinal ele sendo japonês ou filho, até então não entendi nada.

Muito brincalhão o nipônico solicitou para que todos que estavam na Kombi descessem, foi abrindo o portão de minha casa, e foram entrando um por um. Daí foi que conheci minha tia Maria Osório esposa do tio Vicente Liberato, que residiam em Munhoz de Melo-Paraná, aliás, eu não conhecia, deduzi pelos traços fisionômicos que ela era irmã do meu pai.

Enquanto a Dona Maria Tangerino preparava o jantar no fogão de lenha a conversava rolava na sala, muita historia foram relembradas, virgem Maria quantas histórias.

A minha sanfona Scandalli estava à vista de todos, eis que o marido da prima Mercedes Oliveira Liberato, “Toshi Shibuta” abre o estojo, pega o instrumento e vai sapecando uma seleção de músicas brasileiras, enfim só forró, músicas do “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga, na época confesso que fiquei surpreso. Resumindo, eu nunca tinha vista um japonês forrozeiro.

Depois de nos visitar, os parentes seguiram viajem para Porto Ferreira, foram conhecer a família da tia Venância/Elias dos Santos, que moravam na Av. 24 de Outubro, 781, próximo do girador de locomotivas.

À família  Oliveira se misturaram com: Tangerino; Tomitão/Tomitan; Vitrio: Leite; Machado; Polaco; Liberato; Shibuta; Codina; Atala; Santos  etc. Os Shibutas também seguiram o mesmo caminho, todos os irmãos e irmãs casaram-se com brasileiros, poloneses. Que misturada... Viva o Brasil!

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