Falando da minha juventude, 1966

 

Na minha juventude época que residia no Jardim Botucatu – Saúde - SP, trabalhava no ramo gráfico, exercia a profissão de tipógrafo paginador, que era um trabalho paciencioso, muito detalhado, passando por várias empresas, sempre conversávamos uns com os outros colegas de trabalho sobre questões de saúde.

Isso em razão de que nos meses de inverno era e é comum às pessoas serem contaminadas por vírus, daí resultando gripes, resfriados e congêneres. Todo mundo tinha uma receita na ponta da língua.  Tome isso e aquilo, é muito bom.

Propagandas veiculadas na mídia a todo o momento induzindo a juventude tomar vitamina C, cálcios, caracu batido com ovo no liquidificador e outras coisas mais, tudo isso, enfim como eu tinha muitas atividades, trabalhava de dia, praticava esportes no de noite no SESI e por um desgaste físico normal resolvi acatar tais sugestões. E lá vou eu tomar injeções de vitamina C, e tomar caracu com ovo.

Um ano depois senti um dor de lado, rolava pelo chão e não sabia, não fazia idéia à razão disso. Meu pai com os seus conhecimentos? Pediu a minha mãe que fervesse um pouco de água quente, depois encher uma garrafa e botar no lugar em que doía.

Isso foi feito, senti um calor danado no corpo e nada de cessar as dores, a solução foi que me levaram para o pronto socorro do Ipiranga. No pronto socorro as dores aumentaram e cai do banco, veio o medico plantonista ajudou-me a levantar e deu leve tapa no local em que sentia as dores, e disse é cólica renal.

Esse problema de cólicas renais se prolongou até 2001, graça a Deus inventaram o raio laser e escapei de uma cirurgia convencional, aquela faz um estrago danado no corpo. Enfim fui bombardeado num hospital de São José do Rio Pardo, ficando deitado numa mesa e tome raio laser.

Isso foi no rim do lado direito, o rim do lado esquerdo deixei pra lá. Em 2006 de novo problemas renais, e lá vou eu.  Achei que estava livre das pedrinhas infernais, mais não, mês de agosto de 2008, lá vou eu de novo. A operação em si a gente não sente nada em razão da anestesia, a questão é retirar o famoso “cateter”, a minha pressão foi a 15/10? Mas aguentei o tranco.

Durante certo período descobri um senhor que morava em Aguaí - SP, ele fazia umas garrafadas, ervas medicinal, de vez em quando ia até a referida cidade, comprava duas garrafas do remédio, tomava tudo, mas de xícara em xícara, dias depois expelia umas pedrinhas.

Para a minha surpresa, o médico receitou um remédio quase idêntico, feito em laboratório, mas com gosto de tônico, o de Aguaí tinha que colocar na geladeira, isso conservava por um bom tempo. O remédio é novíssimo no mercado, dissolve as pedrinhas pouco a pouco. Pois é, já passei por 16 cirurgias, entre bombardeio a laser, duas percutâneas, janeiro de 2013. Meus amigos falam, a solução é trocar de nome, aliás, acrescentar a palavra Ita, assim fica sendo Itangerynus. Ita em tupi significa “pedra”.

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