Juvêncio, o justiceiro do sertão

CAPA DE GIBI

Nos anos de 1960, umas das diversões da garotada da Vila Carioca era ouvir, pela Rádio Piratininga, a PRB-6, histórias do "Juvêncio, o justiceiro do sertão". Assim que acabava a novela, a gente se reunia e cada um falava sobre o capítulo, já imaginando o próximo.

Recordo-me somente de dois personagens: o próprio Juvêncio e o Juquinha. A sonoplastia, se eu não me engano, botava um cavalo troteando, tocavam uma música na abertura e encerrava com outra:

Adeus Morena,
Eu já vou indo pro sertão,
Se não voltar,
Fica contigo o coração.
Sou Justiceiro,
Não tenho medo de ninguém,
Enfrento tudo sozinho,
Só tenho medo do meu bem...

Em 1962, fui trabalhar num escritório de representações comerciais na Rua 24 de Maio, 208, 12.º a., e quando descia pelo elevador ouvi um comentário do ascensorista, com uma pessoa que também estava no elevador. Percebi que aquela voz não me era estranha, mas naquele momento não recordava.

VICENTE LIA
Resolvi perguntar para o ascensorista quem era aquela pessoa que acabara de descer comigo no elevador. Disse-me o ascensorista, ele é o ator “Vicente Lia”, que interpreta o papel de "Juvêncio, o justiceiro do sertão”. Enfim, aí caiu a ficha, mas na minha imaginação, pela voz, achei que não combinava. Isto é, pela impostação de voz, pensava eu que o ator fosse uma pessoa de porte físico avantajado e bem alto. O ator era de baixa estatura, caolho e usava óculos.

A Rádio Piratininga ficava na Rua 24 de Maio, 208, 10.º andar. Na época, quem fazia muito sucesso também era a dupla da jovem guarda “Dino e Deno”, com a música "Coruja". Em várias ocasiões encontrei com eles no elevador.

A novela radiofônica transmitida pela Rádio Piratininga fez tanto sucesso por esse Brasil afora, que resolveram editar a história em gibis.
CAPA DE GIBI

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