Medo de tomar injeção



Eu morava juntamente com os meus familiares na Rua Lício de Miranda, entre as Ruas Amadis e Rua Aída, bem próximo da sede do clube varzeano Pátria Futebol Clube, não recordo o meu problema de saúde, mas tinha que tomar várias injeções nas nádegas.

A farmácia do “Seu Romeu” ficava pertinho de casa, na Rua Aída, e fomos nós andando, minha mãe  na frente e eu atrás rumo à farmácia. A minha mãe conversa com o farmacêutico, daí o farmacêutico pega uma latinha com seringas, escolhe  uma ferve para imunizar, bota qualquer liquido e vai experimentando pra saber se a agulha da seringa não estava entupida, percebi que estava tudo certo, pois saia alguns pingos de que não sei.

Nesse ínterim de experimentar a seringa dei no pé, sai correndo pra casa entrei no quarto, e me escondi debaixo de uma cama marca “Patente” que nela usávamos um colchão de palha (paia de milho com sabugo e tudo, com travesseiro com pena de galinha), só que ninguém me viu esconder debaixo da cama, passei pelo corredor que nem um corisco, aliás, não viram nem o meu  vulto.

Carregava no bolso uma caixa de fósforos, e com muito medo, fiquei ali embaixo da cama, e veio na ideia à vontade de acender uns palitos, enfim quase que toco fogo no colchão de palha, ia virar presunto queimado.

Todos me procuravam, pois não sabiam onde estava, até que perceberam um cheiro de coisa queimada, enfim saia fumaça por debaixo da cama, que me pegaram pelas pernas, foi puxando, e aí levei uma surra. Levaram-me  de volta pra farmácia, desta vez foi a minha mãe e o tio Valentim, não teve escape, tive que tomar a injeção de qualquer maneira. Chorei um bocado, a coisa dolorida compadre!

Comentários

  1. Nome: Nivaldo
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    Helena, além de via oral, com o vidro exibindo o pescador com o bacalhau nas costas (lembra), havia sim via injeção, aplicada nas nádegas, doia pra caramba, e o "farmacêutico" fazia massagem no local, para o óleo diluir. Dóia muito, e eu, criança, saia arrastando a perna. Vou contar dos purgantes de salamargo e outros que minha vó enfiava goela abaixo. bjs. no seu coração


    Nome: helena
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    Injeções sempre viram dramas! Em casa eram aplicadas por meu cunhado, grande médico, e a tragédia era com o meu caçula, na hora das vacinas. Nivaldo, a gente sempre tinha que tomar óleo de fígado de bacalhau, horrível, mas por boca. Eu nunca soube que também havia injetável.
    Nome: Miguel
    Email: misagaxa@terra.com.br
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    Vivio intewnsamente cenas como esta tendo como protagonista principal minha filha Roberta e as in jeçõies de Benzetacil. Era uma tragicomédia a cada 15 dias.
    Nome: Nivaldo
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    Tivemos também em casa um colchão de palha, com buracos para remexe-las, e injeção não tinha jeito, com choro ou sem choro, de óleo de fígado de bacalhau, uma vez por ano. Aliás, entre na página do MSN de hoje, pois foi publicada uma reportagem sobre a Gurgel, referida por você num conto anterior.

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