O galo garanhão





Visitando um parente no bairro de Vila Carioca – Ipiranga – SP, conversando com ele sobre vários assuntos falou-me   do meu avô, pediu licença e foi para o seu quarto trazendo  uma velha caixa de sapatos.

Não fazia a mínima ideia do que teria na referida caixa. A velha caixa de sapatos   estava um tanto empoeirada, resolveu abrir e tirar de dentro dela essa raridade.

Disse ele para mim, você que gosta de escrever histórias do seu avô “Zeca Bem” essa foto é um prato cheio, fique pra você. Quando recebi esta foto fiquei emocionado, enfim eu não conheci onde ele viveu, e em posse desta foto, parece que já conhecia o lugar.

Enviei recentemente o texto “Cunversa di cabocro” para o Vivaspcom, e no final encerrava com essa frase: “Eu não troco meu ranchinho amarradinho de cipó, por uma casa na cidade nem que seja bangalô”.

Daí o nosso amigo Nivaldo Pereira de Godoy fez um comentário que veio a calhar, isto no pé – da - letra, disse o Nivaldo: “O Zeca Bem mordeu a língua, vindo parar na  Vila Carioca, para morar num bangalô”. Na verdade não era um bangalô e sim uma casa de alvenaria, mas valeu o comentário.

Essa antiga fotografia disse tudo, de fato era um ranchinho coberto com as telhas da época, com galinhas ciscando pelo quintal, um galo índio próximo da cerca de bambu, um pé de laranja próximo da “jinela”, e ele todo faceiro de roupa nova montado no seu cavalo, aliás, bem arreiado prontinho pra ir a cidade.

E para completar a conversa, pegou uma folha de caderno, também já bem deteriorado pelo tempo, com uma letra um tanto original. Iniciava com o titulo “O Galo Garanhão”, que acabei compondo uma melodia bem apropriada. Segue abaixo a letra:

O Galo Garanhão
Arrasta-pé

E o galo foi pra lá,
E o galo vem pra cá,
E a galinha começou cocoricar.
E trepa aqui, trepa ali, trepa lá,
Vai trepando no poleiro,
Até o dia clarear.
E a galinha começou cocoricar,
Cocoricar, cocoricar, cocoricar.
E os pintinhos começaram a aumentar,
Aumentar, aumentar, aumentar.
E a galinha não quer mais saber não,
Não, não quer saber do galo garanhão.
Um pinto aqui,
Um pinto ali,
Um pinto lá,
E a galinha que não para de cocoricar.

Comentários

  1. Nesta foto, encontra-se João Ignacio Ferreira, o qual não chegou a conhecer seu pai, o famoso balseiro lendário, que faleceu em 1877.

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  2. ESSA FOTO FOI CEDIDA POR JOÃO ARAÚJO FILHO, SENDO QUE, O JOÃO AFIRMA QUE É UNS DOS TANGERINOS DA FAZENDINHA.

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