O que você vai ser quando crescer...




Quando tinha lá meus 10 anos de idade (1956), eram comuns entre os colegas de a mesma idade fazerem esse tipo de pergunta. A resposta era: “não tenho ideia disso”. Mas certo dia fui trabalhar numa indústria gráfica e acabei gostando da tão falada “Artes Gráficas”.

Foram poucos meses trabalhando na Gráfica Sorriente – Rua Lino Coutinho, bem próximo do Grupo Escolar Visconde de Itaúna. Trabalhei em outras atividades, até que encontrei um amigo da Vila Carioca, pronto fui trabalhar novamente numa indústria gráfica, isto em 1963, fim de ano.

Exerci a função de impressor tipográfico, mas na verdade eu queria era ser tipógrafo-paginador. Surgiu um curso no SENAI – Theobaldo de Nigris, bairro do Cambuci, e lá fui eu me inscrever.

Para conseguir fazer a inscrição já era difícil, isto devido à procura por vaga, enfim na época “Artes Gráficas” estava no auge, à indústria metalúrgica divagava, mas em pouco tempo se tornou umas das principais atividades na capital de São Paulo. E vieram as montadoras de veículos automotores.

Não era fácil, trabalhar o dia inteiro, depois pegar ônibus nas proximidades da Estação Sorocabana descer na Av. do Estado e ir a pé até o bairro do Cambuci, mas, enfim, eu queria aprender a profissão de qualquer maneira.

Resumindo, e assim foi, em dezembro de 1965 estava eu recebendo o diploma, anos depois resolvi aprender linotipia, uma sequência da profissão.

Como tudo vai evoluindo, hoje o ramo gráfico também se modernizou, e muitas profissões já não existem mais, tais como: tipógrafo-paginador; linotipador etc.

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