PAPAI NOEL I





Nos tempos de criança, nesta época de Natal e Ano Novo, vários inquilinos vinham até a nossa casa, que ficava nos fundos do quintal, e diziam: "Coloque uma meia pendurada na janela, que o Papai Noel vai encher de presentes".

A gente acreditava na conversa dos adultos, dormíamos com isso na cabeça, e tão logo o dia amanhecia lá íamos todos verem as meias. Que nada, não tinha presente nenhum, é mentira das grossas. Que frustração...

Resumindo, de acordo com os ditames do nosso pai Benedicto Osório de Oliveira, essa história de Papai Noel, Ano Novo e aniversário de nascimento é pura balela. Mas dias depois ficamos sabendo que no Cine Samarone (Sacomã) e em uma casa próxima do Museu do Ipiranga, tinham lá pessoas que doavam presentes para todas as crianças do bairro de Vila Carioca. Então vamos lá...

Depois de várias horas de espera numa fila que não tinha mais fim, conseguíamos ganhar uma bola de plástico, um carrinho de celuloide, e as meninas recebiam uma boneca de pano, enfim era uma grande alegria.

Em casa, aniversário de nascimento, Papai Noel e Ano Novo passavam em branco, a preocupação era construir a nossa primeira casa de madeira, que nos serviu de morada a partir de 1949 até dia 22 de novembro de 1962.

Enfim não fomos acostumados a comemorar essas datas com presentes, e muito menos participar de "amigo secreto". Na cabeça do meu pai tudo isso se resumia em puro comércio...

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