Salvo por um chapéu



Lá pras bandas de Porto Ferreira – SP, um cidadão conhecido por “Zé do Cateto” meeiro que morava numa fazenda, após cuidar da sua lida na roça foi buscar o seu cavalo de estimação que estava no pasto, isto era a sua rotina diária. Ele caminhava tranquilamente, pois não tinha pressa, e pra que pressa. Já tinha cumprido o seu trabalho, era só pegar o seu animal que por nome “Gaúcho” e voltar pra casa.
Sentou-se num velho tronco de arvore que ali estava e começou a enrolar um picadão, mais conhecido por cigarro de palha. Enquanto enrolava o seu cigarro meditava, sonhando que um dia mudaria para a cidade.
Uma vez terminado de confeccionar o cigarro, pegou uma velha binga (antigo isqueiro), e foi acendendo-o dando umas baforadas, sentindo um prazer enorme, mesmo sabendo que tabaco faz mal a saúde, enfim ele não era tão viciado, fumava de vez em quando.
Após terminar de fumar, pegou uma corda e foi passando no pescoço do Gaúcho, nisso uma cobra aparece do nada, o cavalo sai em disparada para um lado, ele no sentido contrario.
Vivendo no interior, lidando com gado no pasto já estava acostumado encontrar pelo caminho vários tipos de cobra e que se pudesse dava um fim nelas, pois tinha muito medo de ser picado e devido à localização ser socorrido em tempo era quase impossível.
Ficou apavorado com o tamanho da cobra e logo percebeu que a dita cuja era daquelas que corre atrás das pessoas como também de outros animais silvestres.
A cobra coral  partiu pra cima do Zé do Cateto, que saiu correndo feito louco, sem rumo pra se livrar de uma picada, aliás, corria ele em zigue – zague, acho que pra confundir a cobra, e por sorte dele, o vento soprou forte, o seu chapéu foi cair bem na cabeça da cobra coral.
Refeito do pânico, analisou que a cobra cheirava o seu chapéu, em seguida a cobra deu meia volta e foi embrenhando-se pela mata. Ufa! Deu uma bela respirada, e desta vez falou, consegui escapar de uma cobra coral.


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