SOLIDÃO - NÉCO TANGERINO

NÉCO TANGERINO E FAMÍLIA

EX-MORADA DO NÉCO TANGERINO - FAZENDINHA

DOCA TANGERINO NA CASA DO TIO ZECA BEM

NÉCO TANGERINO - AV. 24 DE OUTUBRO - DESTINO A FAZENDINHA

Observando a presente fotografia, o leitor logo pergunta: “onde está o carreiro”?

“A resposta, você obterá acompanhando a seguinte história: O carro-de-bois acha-se parado na Av. 24 de Outubro”, defronte a venda do Loureiro. Esse veiculo caipira, dotado de uma só junta animal, carregado de lenha, de cabeçalho alto e grosso igualando os bois a canga, grande rodas de fortes eixos com catorze raios cada roda, fueiros prendendo o  montante de lenha cerca de três metros cúbicos; carro-de-bois esse normalmente acostumado a ter em seu timão três a quatro juntas de bois pertenceu ao saudoso carreiro, Neco Tangerino, hoje patrono de rua em Porto Ferreira.

Alguém  encomendou a lenha, sequinha, para ser queimada no fogão caboclo, da época. A freguesa pode ter sido minha mãe, a dona Tereza Gentil, a dona Rosa de Almeida, a dona Jandira Dennuci... Ou dona Rosa Fenilli. Quem sabe? Todo mês chegava um carro-de-bois trazendo lenha do campo que eu e meus irmãos recolhíamos para debaixo do ranchinho, no quintal. Era com formiga, com taturana, com lagartixa, com resina, com folhas, com cheiro de garapa, pau torto e por aí afora. Lenha seca e lenha verde, esta um castigo para as donas-de-casa, que não venciam assoprar o fogo, ardiam-lhes os olhos. Lembra? O “cinzeiro” era o que mais vinha no bojo do carro-de-bois, da Fazendinha.

Sobre os ombros da terra a vasta mataria ia sendo cortada a machado. No fogão caseiro fervia-se o leite do sítio, coziam-se os alimentos, mexia-se a polenta.

Tudo na panela de ferro

Conversa vai conversa vem vou esquecendo-me de responder a pergunta do leitor.

“onde está o carreiro”?

Basta entrar na vendinha do Loureiro e achará o homem, Neco Tangerino, tomando a sua pinguinha, pra rebater o pó da estrada. Trazia lenha no carro-de-bois e levava saudade do nosso coração. A tradição  está morta. O carro é SOLIDÃO.

Texto acima extraído do Jornal do Porto 14-11-1992
 (Dorivaldo A. da Silva-Ninão)

“O meu tio-avô materno, Manoel (Néco) Tangerino (1886+1968) sempre que podia, pegava uma carona no caminhão “FNM”, indo com o seu filho “Doca”, rumo a Av. Presidente Wilson, Vila Carioca – Ipiranga – SP., abastecia com gasolina, almoçava na casa do seu irmão José Pereira Tangerino (1894+1986), Rua Albino de Moraes, 136, depois retornavam para Porto Ferreira. Matava as saudades, a conversa sempre girava em torno dos tempos em que viveu no bairro rural da Fazendinha, lembrando também das irmãs, Etelvina Leonina Tangerino Salvador(1890+1938); Emerenciana Iria Tangerino Tobias(1893+1936) e Maria Cândida Pereira Tangerino(1880+1960)
J.C.Oliveira (T@ngerynus)


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