UM ENIGMA A SER DECIFRADO

Esteve aqui dia 20-02-2013, no Museu Histórico e Pedagógico “Prof. Flávio da Silva Oliveira”, o Sr. José Antonio Marques, contando um fato sobre algo que ele pescou no Rio Mogi Guaçu.

Na verdade disse o Sr. José, depois de cinco tarrafadas lançadas no rio, já desanimado, afinal não pescou nada. Resolveu lançar a tarrafa pela sexta vez, e quando retirava a tarrafa percebeu que tinha algo enroscado, com certeza não era peixe, caso fosse logo identificava pela movimentação natural dos peixes,  mas era coisa pesada, só foi saber quando terminou de recolher a tarrafa, disse ele, isso é uma pedra, é puro ferro desgastado pelo tempo.


ARTEFATO DE FERRO
Mas mesmo assim, sem saber o que era aquilo, trouxe para sua casa e deixou num canto qualquer, e lembrou a história da âncora, na qual seu amigo pescador José Palombo (im memoriam) teve participação importante, enfim ele e mais três  pescadores acharam a âncora, e que numa campanha pública, idealizada pelo Professor Flávio da Silva Oliveira, a âncora foi comprada por Cr$ 26.700,00 (vinte e seis mil e setecentos cruzeiros) e levada para o museu de Porto Ferreira. Eles os pescadores queriam Cr$ 40.000,00 (quarenta mil cruzeiros).


Pensou ele, quem sabe esse artefato pode ser peça de algum antigo barco que por aqui navegaram lá pelos idos de 1883 a 1903. Quem sabe, algum dispositivo usado entre correntes e tração por guinchos a vapor, no caso energia mecânica.

Ouvi o seu relato, e fui anotando numa folha de papel, com objetivo de consultar o livro “Navegando o Mogi-Guaçu”, escrito por Hilário Domingues Neto, editado pela Editora Unesp.
Mas voltando ao assunto, disse que achou o artefato no Rio Mogi Guaçu, abaixo da famosa “Ilha dos Patos”, próximo do “Poço do Rio Claro”.

ÂNCORA ORIGINAL COM A INSCRIÇÃO 
Finalizando, disse o Sr. José, essa peça faz dois anos que encontrei, sem saber o que fazer com ela,  até então, resolvi doá-la para o museu. Agradeci o Sr. José pela doação, e comentei, caso no futuro encontre outra peça nas águas do Rio Mogi Guaçu, traga para o museu, por que a história continua...



CORRENTE USADA NOS VAPORES DA CIA. PAULISTA


CAPA DO LIVRO EDITADO PELA UNESP


Lendo o livro "Navegando o Mogi-Guaçu", encontrei algumas informações entre outras sobre os nomes dos vapores, que foram:

Tipo: Vapores: Conde d'Eu; Nicolau Queiroz; Elias Chaves; Antonio Prado; Barão de Jaguara; Fidêncio Prates; Antonio Paes; Eduardo Prates; Elias Fausto; Antonio Lacerda e José Queiroz.


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