VAMOS CAÇAR SAPO NO BREJO






-anuros que eram usados no exame de urina pra saber se as mulheres estavam grávidas-
             
Numa noite qualquer dos anos de 1950, reunimos um grupo de garotos para caçar sapos, isto porque ficamos sabendo que um laboratório de análises usava os anuros para “teste de gravidez”, que pagava certo valor por unidade.

Na época existiam muitos terrenos baldios alagados, tipo charco e a proliferação dos anuros era algo extraordinário, ainda mais quando eram tempos de chuvas.

Nem todos do grupo tinham coragem de pegá-los com a mão, daí carregavam os apetrechos, tais como, lanternas, mais conhecidos por faroletes e sacos de estopa. A gente ouvia comentários que os sapos expeliam um veneno e se atingisse a visão de alguém ficaria cego, até hoje não sei se isso é real.

Saímos pelas ruas escuras do bairro, especificamente fomos caminhando pela Rua Antonio Frederico logo ouvíamos o coaxar num terreno baldio e vamo-nos caçar sapos. Alguém nos disse só serve sapo macho, fêmea não serve. Então vamos caçar os bichos, resumindo enchemos um saco de estopa com os referidos anuros e fomos levar no laboratório que ficava na Rua 2 de julho próximo da R. Lino Coutinho.

Calculávamos que íamos ganhar uma boa grana com os sapos, enfim o recipiente (saco de estopa) estava cheio até a boca. Mas não foi isso que aconteceu, metades dos sapos já tinha sido usado, isto porque tinham uma marca no corpo, mas mesmo assim deu pra receber uma quantia razoável, que dividimos com todo o grupo.

Por recomendação do proprietário do laboratório tínhamos que levar o que sobrou e soltar em algum lugar apropriado. Na hora concordamos, mas no caminho pensamos numa alternativa.

Resolvemos soltá-los em frente do Justifício São Francisco, indústria que fabricava sacos de estopas e derivados,  instalada na Avenida Carioca.

E assim foi, ficamos em pontos estratégicos que em qualquer rumo que os funcionários e funcionários fossem passar teria uma grande surpresa, iluminação pública não tinha na referida avenida era uma escuridão só. A sirene tocou e ficamos em prontidão, assim que o portão da firma abriu soltamos todos, foi um tropel danado, principalmente as mulheres que corriam desesperadas quando viram aquela quantidade  de  sapos espalhados pela avenida.

Resultado, alguém chamou a R.P.M. - Recolhimento Provisório de Menores, e nós demos no pé.

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