Vamos visitar o aeroporto de Congonhas, anos 50

SEBASTIÃO  LEITE - ESPOSA

PORTO FERREIRA, 29 DE JULHO DE 2006

 
O Sebastião Leite Filho, primo do lado paterno era comissário de bordo, trabalhava ele na empresa aérea Real Aerovias, podia-se até dizer que em razão do seu trabalho se tornou um poliglota, e também um bom chefe de cozinha.

Num domingo dos anos de 1950, após um almoço entre familiares resolveu nos levar ao aeroporto de Congonhas para mostrar o aeroporto e principalmente os aviões DC-7. Juntamo-nos um grupo de pessoas, todos parentes e seguimos rumo ao aeroporto, enfim eles moravam próximo, bairro Indianópolis, Moema, e adjacências, não era longe.

Entre todos os parentes uma era especial, isto porque a sua irmã era freira, noiva de Jesus de Cristo, Maria José era o seu nome de batismo, que vivia num convento na cidade de Matão. Não recordo quantos parentes formavam o grupo, era só alegria,  todos ali caminhando conversando sobre os tempos em que moravam na cidade de Ibitinga e Itápolis-SP, ouvi comentar que tinha outra prima por parte da família Machado também era freira, e que o primo “Leão Sales Machado” era secretário do “Adhemar de Barros”, que foi prefeito e governador do Estado de São Paulo, e que o vice “Dr. Erlindo Salzano” era de Porto Ferreira - SP.

Em pouco tempo estávamos nas escadarias, local e que tínhamos uma bela visão panorâmica, que avistávamos o sob e desce de aeronaves. Do lado esquerdo das escadarias tinha um portão que dava acesso à pista onde estava estacionado um DC7, e vamos nós em fila indiana em direção do tal avião.

O “Tião” como nós o chamava serviu de guia (cicerone), foi na frente e nós seguíamos, que fomos subindo uma escada que dava acesso ao DC-7. Todos éramos marinheiros de primeira viajem, ninguém até então tinha entrado num avião, somente ele.

O primo apontava com o dedo para o enorme painel de comando, e dava suas explicações, tinham nesta aeronave uns 90 marcadores ou indicadores de velocidade, altura etc.

Senti uma enorme sensação ao adentrar no “pássaro de aço”, e ao mesmo imaginava um estar viajando num deles, mas achava que isso era coisa de gente rica.

Depois da explanação técnica sobre o   avião, é hora de regressar aos lares. Como sempre o primo na frente, descemos a escada, e quando já estávamos no portão de saída aproxima um oficial  da aeronáutica  dá uma bronca no Sebastião, fez até menção de prendê-lo e todos nós por invadir o recinto sem ordem.

O primo era bom de conversa, conseguiu justificar algo injustificável com o oficial sobre a questão, enfim saímos ilesos de lá apesar da bronca.

E assim terminou a história, bem o mal foi a primeira vez que entrei numa aeronave, e a segunda vez em 29 de julho 2006, que entrei e viajei por 15 minutos de helicóptero sobrevoando pelos espaço aéreo  de Porto Ferreira - SP, uma bela paisagem.


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