A FLORESTA



Cheguei, pareio e antes de penetrar mata adentro, fiz a Deus uma prece, pedindo licença para o contacto com a imensa floresta. Dei os primeiros passos, fui andando e sentindo o frescor da sombra umedecida. A floresta me acolheu, como a mãe segura o filho em seus braços, demonstrando um grande afeto, amizade e bem querer.
As cobras, as onças, os lobos-guarás e os outros animais ferozes que são os guarda da floresta passaram a me proteger dos perigos; as samambaias se transformaram num tapete verde a minha passagem e os pássaros através de seus cantos a me saudar de contentamento; as flores se abriram e exalam perfumes e o balsamo da floresta invadiu o meu corpo, adentrando em minh’alma. Senti-me um membro da família.
Para completar, os meus pés foram banhados pelas águas da nascente que brota por entre as pedras das encostas. Neste momento, ajoelhei-me e vi que estava junto da grande majestade que rege a natureza recebendo as forças que revigoram a vida. não sai de dentro da floresta. Fiquei lá por muito tempo, afim de cada vez me elevar para a eternidade dos confins do Universo. No meio da floresta e participando de suas atividades, ouvir e sentir o cantar dos pássaros que se transformou em orações ao venerar a mãe-natureza.

Luiz Rosa Camargo


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