Animais de estimação


Nos tempos de criança eu e os manos tínhamos três animais de estimação, que os cães  nos alegravam. Quando juntávamos um grupo de crianças para zuar  pelas ruas do bairro de Vila Carioca todos eles nos acompanhavam. Negrinho (vira-lata) – Rex (perdigueiro) – Fox (bassê).  Para nós crianças eles representavam os cães famosos da época, tais como: Lassie (Seriado TV) – Capeto (Gibi – Fantasma) – Rim – Tim – Tim (Seriado TV) e porque não citar o Pluto (Gibi), dias depois vem a "Diana" buldogue. 

Eles foram crescendo e o negrinho se tornou um cão com certa raridade, isto porque nos tempos de festas juninas quando alguém soltava uma bombinha de pequeno porte ele ia pra cima e pegava com a boca, e antes de estourar acabava soltando-as.

Em razão de que sua pequena cauda foi cortada pela “Dona Hercília Januário” (Porto Ferreira), creio eu que devia coçar muito, ele girava em sua volta querendo pega-lo, mas como pegar se estava cortado.

Certo dia não sei o que aconteceu, me aproximei do Fox ele me mordeu o nariz e também a orelha. Dias depois mordeu também o meu tio Brás. Meu avô ficou nervoso com a atitude do Fox, achou que ele estava raivoso, ou coisa parecida, daí com um pé-de-cama, madeira roliça, era o que tinha sobrado de uma velha  “Cama patente”, cama essa inventado por um sefhardita judeu, enfim meu avô deu duas pancadas certeiras na cabeça do Fox e liquidou-o. O pau roliço era usado no fogão de lenha, que na verdade, não usávamos lenha e sim pó-de-serra.

Colocava pó-de-serra dentro do fogão de lenha, o pau roliço ficava no meio das bocas do fogão, sendo três bocas, socavamos o pó-de-serra na primeira boca, em seguida também nas duas restantes, local em que o fogo queimava, e que a fumaça sai pela chaminé.
Falando do Fox um dos nossos cães já liquidado em razão das mordidas, fomos obrigados a ir no Instituto Pasteur, Avenida Paulista, tomar 21 picadas de injeções na barriga, abaixo do umbigo em jejum.

O percurso foi feito a pé durante os 21 dias alternados. Rua Antônio Frederico – Rua Amadis – Rua 2 de Julho – Rua Silva Bueno – Museu do Ipiranga – Av. Dom Pedro II – Rua Lavapés – Largo do Cambuci – Rua Scurvero – outras mais e finalmente chegávamos na Avenida Paulista, 393.

A frequência de pessoas nas dependências deste importante instituto era algo fora de serie, pois lá tinham pessoas que foram mordidas por  cães e gatos. Após ser feita uma ficha, lá íamos eu e o tio Brás tomar as devidas injeções contra a raiva. O pior de tudo foi que o diagnóstico sobre o nosso Fox, não era motivo para ser sacrificado, o cachorro por nome de Fox estava com dor dente.

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