FALANDO DE ARTES GRÁFICAS


CARACTERES TIPOGRÁFICOS
ETIQUETAS 



CAVALETES DE TIPOS

PRELO -IMPRESSORA TIPOGRÁFICA

CAIXA COM TIPOS E COMPONEDOR

COMPONEDOR 
Frequentando o meu primeiro ano escolar, no “Externato Menino Jesus”, ouvia a professora Dona Apolônia Carvalho Cruz dizer, escreva com letras de formas, e nada entendia disso. O tempo passou, foram quatro anos na escola e em 1958, recebia o tão esperado diploma.
Nesse meio tempo já trabalhava, e aos 14 anos de idade fui trabalhar numa Tipografia, e aí conheci a tal letra de forma (caracteres tipográficos), de todos os tamanhos e famílias, e que eram muitos. Enfim as famílias de letras estão todas inseridas no sistema de informatização, que usamos ao digitar textos no computador.
Nesta tipografia não aprendi lidar com os tipos, era apenas um servente, serviço de limpeza e afins, serviço geral.
Ficava observando os tipógrafos nas montagens de matrizes, e achava aquilo uma tarefa bem complicada, pegar nas caixas letra por letra, ponto por ponto, colocar no componedor, e até os acentos eram postiços, isto nos tipos maiores, tinha que ter muita paciência.
Era dia de fazer o “vale”, adiantamento, e quando o patrão perguntou-me quanto eu ia precisar, exagerei na dose, solicitei uma soma maior do que ia receber no fim do mês, o patrão despediu-me.
Cinco anos depois encontrei um conhecido no ponto de ônibus, ex-morador da Vila Carioca, parente da dupla sertaneja “Tuta & Tota”, e no bate papo, ele disse que era gráfico, daí comentei que já tinha trabalhado numa gráfica, chegamos no ponto final do Jardim Clímax, cada um tomou seu rumo.
Em dezembro de 1963 o amigo aparece na casa de meu avô, dizendo que precisa de um ajudante de impressor manual, e assim foi. Aprendi a trabalhar de impressor manual, ao mesmo tempo aprendi a distribuir os caracteres tipográficos, mas sai da empresa em 1965, em 1967 fui trabalhar na Gravações Elétricas  Ltda.,  “Disco Continental”. Montar matrizes tipográficas para  discos, tais como: 33 – 45 – Lps, etiquetas com os nomes das musicas, autores e até os ritmos, coisa que já não usam mais no ramo fonográfico.
Em 1972, de novo o amigo aparece em casa, desta vez no Jardim Botucatu, e me convida a trabalhar na Tipografia Aurora, Rua Gal. Couto Magalhães, 396 – Bairro da Luz, mas desta vez já com nova profissão, enfim fiz um curso de compositor manual (tipógrafo-paginador) no Senai-Artes Gráficas, trabalhei nesta empresa até 1975, depois resolvi trabalhar em outra profissão, motorista profissional.
Mudando para Porto Ferreira, em 1985 fui convidado para trabalhar na “Gráfica Elite”, gráfica do “Jair Grigoleto e Lupércio Machanocker”, e encerrei minha carreira nas artes gráficas.


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