Fui convidado para sair candidato a vereador



Sebastião Martins de Azevedo (Ratinho)
Im memoriam

Estava trabalhando na Gráfica Elite, Rua 29 de julho, Porto Ferreira.  O trabalho era montar matrizes tipográficas, tais como: fatura; notas fiscais de várias séries;  diplomas, cartões de visita, cartões de natal, santinhos de políticos  e outras coisas mais.
Entrou um cliente por nome de Sebastião Martins Azevedo, apelido de “Ratinho”, que queria orçar uma boa quantidade de propaganda política, famosos santinhos.
Ele e o proprietário da gráfica firmaram um contrato, e lá vou eu montar a matriz para depois ser impresso na “Catu automática”. Mas a conversa entre ele “Ratinho” e o Jair continuava, falavam sobre política.
Acabei entrando na conversa, dizendo ao “Ratinho” que em São Paulo nunca tinha participado disso, ser candidato a qualquer coisa, no caso vereador.
Disse-me o Sebastião Martins de Azevedo “Ratinho”, você tem bom argumento, entra num partido político e sai candidato. Eu comentei, não tenho a menor idéia de como isso procede.
Ratinho falou, faz uma experiência, no partido que estou filiado está com alguma vaga, se quiser fazer parte  do nosso grupo, é a hora. Não pensei duas vezes, fui ao escritório, e já fui providenciando os documentos.
Com todos os documentos entregues ao responsável pelo partido, dias depois começou os problemas que nem imaginava. Entregaram-me uma relação de processos em meu nome, isso em várias cidades próximas de Porto Ferreira, e em outras plagas, tais como: Santos; Jaú; São José do Rio Preto; Ribeirão Preto; São  Carlos; Viradouro;  Araçatuba, a mais próxima foi em Santa Rita do Passa Quatro. De todas as cidades mencionadas acima, só conhecia Santos, de qualquer maneira a situação de ir à busca de documentos acabei conhecendo as outras.
Acabou o meu sossego dentro e fora do serviço. E vamos que vamos viajar pelo Estado de São Paulo, em busca de documentos para provar que não era eu, se tratava de pessoas com nomes iguais, homônimos?
Processos de todo tipo apareciam no meu nome, uns já tinham falecidos, nome dos pais, data de nascimento, cidade, nada batia, eram todos homônimos.
Começaram  as articulações políticas, a cidade se dividiu em três grupos, sendo uma cidade de pequeno porte, os líderes conheciam quase todas as famílias, e era um tal de arrastar parentes para um grupo, e da mesma forma os demais grupos. As três coligações tinham pessoas com parentescos de ambos os  lados.
Campanha nas ruas, eu marinheiro de primeira viajem, criei  uma bandeira com desenho de uma laranja, simbolizando meu apelido “Tangerino”, pensava aqui em Porto Ferreira tem um grande pomar, família Tangerino, e se todos votarem em mim, estou eleito. Ledo engano, 16 votos, sendo que na minha relação de nomes, anotados no caderno com promessa de votar em mim, somavam 2.000. Conseguimos eleger o prefeito. Resumindo participei de três eleições municipais, e na ultima participação recebi 46 votos, e a cada participação, aumentava o problema, homônimos sem perder de vista. Não lembro quem falou, se acrescentar o nome “Tangerino” no seu nome, acaba esse problema de homônimo.
Entrei com um processo para alterar o nome... Mas fui informado que, mesmo com a alteração, uma vez que apareçam processos com nomes de pessoas homônimos o problema continuaria. Só me restou cancelar o processo, e abandonar essa idéia de sair candidato. Enfim, valeu à pena, aprendi algo mais, e que saiu candidata desta vez foi à esposa Balbina.
O amigo “Ratinho” de saudosa memória, desde 1986 participou de campanhas políticas, saiu candidato a vereador, e até deputado, não lembro se a deputado estadual ou federal, faleceu em 2012, dias antes do seu falecimento conversei com ele, dizia que ia sair candidato a prefeito, isto em 2011.
Acabei de receber o Jornal do Porto, hoje 1º de março de 2013 e por um acaso lendo a página 28, encontrei a foto dele, constando que faleceu em 27 de fevereiro de 2012.

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