INHANA



Poema-homenagem
Luiz Rosa Camargo

            I
Inhana, você foi embora
Deixou um vazio no sertão
Como fazemos agora?
Com tanta dor no coração
Os seus fãs ainda choram
Ficou tão só o violão
            II
Cobriu-se de luto o sertão
Não cantam mais os passarinhos
O sabiá e o azulão
As águas do riozinho
Silenciaram no grotão
Aqui estamos sozinhos.
            III
A sua voz parecia
Vários instrumentos a tocar
A flauta, uma melodia
E o violão a continuar
A harpa respondia
Duetos a entoar.
            IV
Inhana, porque nos deixaste?
Não deixei a ninguém...
Mas Deus a chamaste?!
A todos só fiz o bem
E o Senhor confirmaste
Apenas estou no além.
            V
Ana Eufrozina da Silva Santos
Era seu nome familiar
Que se transformou em encantos
Inhana, Inhana a trinar
Com o Cascatinha no entanto
Em discos sempre irão cantar.
            VI
Cantar através de que?
De suas belas gravações
Índia Fez Pra Você
E Festival de Corações
Vida de Um Dia e Flor do Ipê
Meu Primeiro Amor “lindas canções”.
            VII
Trinta Anos de Rádio, Tu Hás de Sorrir
Coração Magoado, Índia Guarani
Ladrão de Maria, Seu Eu Partir
Se Tu Voltasse e Anhaí
“As belezas ao sorrir”
De Iracema e Guaraçai.

            VIII
Inhana, você fez a união
Do sertão com a cidade
Com purezas no coração
No romance a igualdade
Sempre estendeu as mãos
Hoje você é saudade.
            IX
Falo por todos os fãs
De Cascatinha e Inhana
Unindo almas irmãs
Todas elas se irmanam
Representando as manhãs
Bem alegres ufanam.
            X
Sua voz ressoa em hinos
Lá do lado do infinito
Som melodioso e divino
Muito alegre e bonito
Vibrante igual o sino
Dos horários benditos.


Luiz Rosa Camargo

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