O casamento do tio Brás Osório e tia Deolinda Tangerino


29 de julho de 1954 

No dia 29 de julho de 1954, eu fui assistir o primeiro casamento da minha vida, casamento esse realizado na Igreja São José do Ipiranga. Casava nesta data o irmão do meu pai tio Brás Osório de Oliveira e a irmã da minha mãe tia Deolinda Tangerino. Ele de Ibitinga-SP, ela de Porto Ferreira - SP.

Eles iniciaram o namoro em 1946, ano do meu nascimento quando ainda residiam em Porto Ferreira, minha cidade natal. Trabalharam na “Cerâmica Porto Ferreira”, e quando casaram ambos trabalhavam na “Cerâmica Sacomã”. Ele exercia a profissão de motorista transportando os diretores da empresa, numa perua “Dodge”, ela no setor de pisos cerâmicos.

A minha tia deu uma “dura” no meu tio Brás, isto porque tanto tempo de namoro e nada de casar. A briga foi porque o meu tio resolveu estudar música e aprender tocar Harmônica. Diante disso o meu tio achou uma solução prática, me obrigou a estudar e ele casar com a minha tia, confesso que levei várias surras por cabular aulas de teoria e de pratica instrumental.

Mas falando do casamento, meu tio comprou um terninho pra mim, terninho de calça curta, enfim eu estava feliz por eles. Foi um dia especial, isto porque no momento da cerimônia ouvia uma música sendo executada num instrumento que desconhecia, depois fiquei sabendo que era um órgão de tubos, pesquisando no site Portal do Ipiranga achei uma informação preciosa que copiei e colei nessa pequena história vivida por mim.

“O órgão de tubos “Cavaillé-Coll”, fabricado por um dos maiores e mais célebres construtores de órgãos da Europa do período Romântico: Aristides Cavaillé-Coll. Possuem 2 teclados, pedaleira e 13 registros, preciosidade de origem francesa, é de 29 de abril de 1928.”

Quando ouvi o som do órgão tocando a famosa Marcha Nupcial meus olhos lacrimejaram, senti uma emoção inigualável, na época eu tinha 8 anos de idade.

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