Pegar rabeira no carroção de lixo

CARROÇÕES DE LIXO - PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO

ATERRO SANITÁRIO 


Eu caminhava pela subida da Avenida Carioca em direção de uma mina de água com objetivo se saciar a sede, e acabei encontrando um grupo de garotos que iam jogar uma pelada no campo de chão batido do Juvenil Flor da Vila Futebol Clube.

Por um acaso passava por ali um “carroção de lixo” movido à tração animal, a garotada resolveu pegar rabeira e eu fiz o mesmo. Quatro deles subiram na traseira do enorme  carroção, só me restou subir no arame (dispositivo do breque manual), bem próximo da roda, o cocheiro percebeu todos nós na traseira e começou a dar chicotadas, sendo uma subida o cocheiro ia maneirando no percurso, enfim os animais estavam cansados. Uma chicotada ali, lá e acolá, os outros garotos pularam e neste momento por estar pisando no arame do breque acabou travando o carroção, eu cai e a roda passou por cima do meu tornozelo.

O condutor do carroção se mandou para a cocheira que ficava na Estrada das Lágrimas (São João Clímaco) eu fiquei ali no chão estendido sem poder andar, alguns garotos chamaram o meu tio Valentim Tangerino, que veio correndo me pegou no colo e levou-me pra casa.

Foi um perereco, quando cheguei a minha casa contaram o fato a minha mãe, daí ela pegou uma cinta e deu-me uma surra, chorava pela dor no tornozelo e também pela surra.

Foi a primeira e a última vez que peguei rabeira num carroção de lixo.

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