Se vocês não parassem iam levar balas???


Navegando pela web descobri por um acaso o site Vivasp.com – e com o passar do tempo já enviei 137 textos, pensei acho que acabou o meu repertório, mas lendo a história do ilustre colaborador Sr. Mario Lopomo, cujo titulo é: “Governando com mentiras”, acabei lembrando de uma que aconteceu comigo em 1974, no caso refiro-me ao assunto meningite.
Estava de férias, daí meu vizinho convidou-me a viajar com ele para Bonsucesso, município do Rio de Janeiro, nós não conhecíamos a cidade maravilhosa.
A empresa, estabelecida na cidade de Bonsucesso (RJ), que produzia o famoso “spray Halitol” encerrou suas atividades e fechou também o escritório da Rua Libero Badaró, e vamos nós com o pé na estrada.
Depois de algumas horas rodando com a Kombi – furgão pela Rodovia Presidente Dutra, passamos em frente de um posto rodoviário, divisa do Estado de São Paulo com Rio de Janeiro, mas não paramos. Alguns quilômetros adiante do posto percebemos, pelo retrovisor, que um veiculo nos perseguia e alguém movimentava uma lanterna para cima e para baixo.
O amigo que dirigia o veiculo resolveu parar no acostamento pra saber o que estava acontecendo. Nada mais nada menos de que o veiculo que nos perseguia era uma Rural Willis da Policial Rodoviária Federal.
Os policiais, como é de praxe, pediram os documentos do veículo e também nossos documentos pessoais, e na sequência foram logo dizendo: “Se vocês não parassem, iam levar balas”
- Ficamos atônitos com tal afirmação, mas perguntamos a razão disso.
Disseram os policiais:
- Vocês não sabiam que todo veículo transportando carga é obrigatório parar no posto de fiscalização?...
- Lógico que não! -  assim respondeu o meu amigo aos policiais - É a primeira vez que viajamos para o Rio de Janeiro.
Após olhar os documentos, constataram que éramos paulistas, mas a chapa do veiculo era do Rio de Janeiro.
Resumindo, olharam o que tinha dentro do furgão, viram que era apenas papelada de escritório, algumas amostras grátis do Laboratório Hundebolt, máquinas de escrever, máquinas de calcular, e nos deixou seguir viagem, mas antes disseram: “Vocês dois, mudem para o Rio de Janeiro, aqui não temos meningite”. Isto foi em 1974.

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