VISITANDO OS PARENTES, TIO ELIAS E VENÂNCIA...


? - Venância - Elias dos Santos - Zezé - Deolinda - Brás

Fim de ano, coisa boa, e vamos nós para Porto Ferreira, visitar o tio “Elias dos Santos/tia Venância” e o priminho “Zé Guilherme”. Em 1954, na época eu Tangerynus tinha oito anos de idade, os manos Rubens sete, Ademir seis.

Recordo com saudades das viagens de trem, e quando chegávamos na estação, o que se via era uma boa quantidade de charretes estacionadas em frente da estação, até hoje recordo do trotear dos cavalos pelas pedras de paralelepípedos da antiga Avenida 24 de Outubro. A residência do tio era numero 781,  íamos a pé.

Sábado era dia de descanso do tio Elias, mas mesmo assim logo chegava algum conhecido com problemas, e lá ia ele com as ferramentas de encanador, prestar serviços. Desta vez o serviço era na casa do Dr. Nicolau, dono da Cerâmica Porto Ferreira.

O Rubens ia visitar os padrinhos de batismo, “D. Ester e Pedro Calixto Leal ”, o Ademir ia na casa do primo “Toninho Mendonça e Carmem”, depois na casa do “Doca  Tangerino e Letícia”, do “Dito Tangerino e Dita Reginaldo”, “Zé (Risada) Tangerina e Reducino”, muitos parentes, daí era uma romaria.

A tia Venância não saia do fogão de lenha, fogão esse turbinado, pois tinha nele uma serpentina, que a água ia direto para o chuveiro do banheiro, via declive, enfim desde que a conheci vivia fazendo salgadinhos sob encomenda, e nós estando por aqui visitando, gostávamos de entregar os deliciosos salgadinhos, na companhia da “Maria Inês”, na época ela solteira, depois casou com o “Tejada”.  O Edison dos Santos sempre estudando, pois queria ser professor. Lembro também que o primo José (Risada) Tangerina vinha do sítio, lá na Fazendinha, passava logo cedo com sua carrocinha levando galões de leite para a Nestlé, antes, porém deixava alguns litros na casa da tia Venância.

Na casa do tio Elias tinha uma bicicleta, não usavam, ou pouco usava, e o “Zé Guilherme”, tinha apenas três anos de idade, só andava no seu triciclo, ai nós brigávamos para dar umas voltas na calcada, hoje calçadão. Era do numero 781 até a bicicletaria do “Berreta”, hoje do “Carlão”. Uma volta cada um, se passasse disso, era briga na certa, coisas de crianças. 

Outra coisa que a gente gostava de ver, era quando a “Maria Fumaça”, sob o comando do maquinista, vinha até o giradouro, ou viradouro, para acoplar nela os vagões, desta vez com destino a São Paulo, não lembro o local de baldeação, troca de locomotivas.

Zé Guilherme gostava de assistir os filmes do Roy Rogers, e tinha muitos brinquedos, revolveres de plástico, e usava uma roupa parecida com o artista do “bang-bang”. 

Gostávamos também de ir até a Ponte Metálica, observar o velho Rio Mogi Guaçu,  antes passávamos numa colônia de casas, falavam que ali era olarias  do “Major Pereira”, e do “Malaquias”?. Segundo o amigo compositor “Malaquias filho”, tinham lá neste local 29 residências. Neste dia saiu um quebra-pau, pois vi gente correndo atrás de outro, que sumiu entre as casas da colônia. Parece que um deles estava bem encharcado.

Da ponte a gente via uma casinha lá no alto, terras de “Afonso Moda”, e minha tia Venância disseram que morou lá na companhia do meu pai Benedicto, sua mãe Julia Maria de Oliveira , tio Brás Osório e também a “Cida” filha do tio Chiquinho Oliveira. Segundo a tia Venância de saudosa memoria dizia que lá de cima, observava o foguetório na cidade, isso nas imediações da Igreja de São Sebastião, comemoravam o fim da Guerra Mundial, 1945.

A semana passava depressa era hora de regressar a nossa morada, Vila Carioca-Ipiranga-SP., que chatice ter que voltar pra São Paulo.

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