ARCO FLECHA E TACAPE


Nos tempos da escola primária, a minha professora de história questionava sobre um ponto específico, sobre os índios no Brasil, cujo ponto estava decorado e na ponta da língua respondia: “As armas usadas pelos índios, são: "Arco, Flecha e Tacape”.
Ficou registrada na memória também, a história do bandeirante, que tocou fogo na pinga. Dito isso, resolvi fazer uma pesquisa sobre o assunto e achei uma publicação no site abaixo descrito, como fonte de informação.
Na época ouvíamos todo tipo de história sobre índios, e como não podíamos contestar, a história descrita nos livros passou a ser uma coisa, que registramos na memória, como sendo verdadeira, enfim hoje temos a internet com muitas publicações, e a gente fica sabendo da pura realidade dos fatos.


http://estoriasqueahistnaoconta.blogspot.com.br/2012/08/bandeirantes-herois-ou-viloes.html

Bandeirantes: Heróis ou Vilões?

Quando se fala em BANDEIRANTES logo nos vem a mente a imagem de homens fortes, de olhares penetrantes, elegantes vestidos com botas de montaria, calções de veludo e casacas de couro almofadados. É dessa maneira que eles são ilustrados, descritos em livros, pinturas e estátuas. Mas isso não passa de uma imagem construída pelo sistema, pois na realidade eram homens miscigenados, magros e de pele morena. Suas roupas não eram pomposas, a maioria deles andavam descalços. Enfim os desbravadores eram mamelucos, fruto de mestiçagem entre Portugueses e Índios.
Pelo sim, pelo não, não podemos negar que os BANDEIRANTES tiveram um papel importante na nossa história no que diz respeito a expansão do território nacional, foram eles os responsáveis por tal feito, mesmo que involuntariamente.
Durante muito tempo, os bandeirantes foram tidos como “heróis” na nossa literatura histórica, o que é uma contradição pois, os interesses deles era apenas obter lucros através da escravidão de indígenas, capturar escravos fugidos e pedras preciosas, além de saquearem aldeias, praticar estupros e tudo o que é de pior que um ser humano possa cometer contra outro. Esses são os nossos heróis.
Até o século XVII, capturar indígenas e vender como escravos, passou a ser a base da economia nacional, durante algum tempo, esse negocio foi tão lucrativo que chegou a ser chamado de “NEGÓCIO DO SERTÃO”.
A falta de escravos Africanos no mercado, tanto na Bahia quanto no Rio de Janeiro, devido ao domínio Holandês em Pernambuco que, durante este período passaram a controlar o tráfico de escravos trazidos da África obrigando os Srs. de escravos do Rio de Janeiro e da Bahia a comprarem dos bandeirantes, índios.
A ficção literária através de alguns escritores ajudou muito na construção dos heróis “ BANDEIRANTES “. Entre esses escritores vou destacar dois: Paulo Setúbal, especialista em escrever romances históricos onde, costumava enfatizar que suas obras eram baseadas em documentação histórica.
Outro escritor e também desenhista contribuiu para a construção de heróis “ BANDEIRANTES “ BELMONTE, escreveu e ilustrou o livro “ No Tempo dos Bandeirantes “ lançado em 1940 onde, ele mostra os desbravadores vestidos elegantemente com chapelão de abas, botas longas de montaria e portando mosquetes.
Belmonte apresentava sua obra de ficção como uma verdade histórica, pois seu maior desejo era que os paulistas tivessem orgulho de seu passado histórico, um absurdo, mas real.
Outro absurdo que insisti em existir até hoje, é o monumento erguido em homenagem a BORBA GATO, obra do escultor Júlio Guerra, obra essa que se encontra na entrada de Santo Amaro, um bairro de São Paulo onde nasceu o escultor.
Durante 20 anos Borba Gato, foi procurado pelo assassinato de dom Rodrigo Castelo Branco, então administrador geral de Minas Gerais. Motivo do crime a descoberta de ouro durante uma expedição e, quando foi descoberta a principal jazida de ouro, a coroa portuguesa em troca dos conhecimentos que o bandeirante tinha da região perdoou-o.
Fernão Dias, outro conhecidíssimo bandeirante homenageado pela memória Nacional e que cujo nome foi dado a uma importante estrada que liga São Paulo a Minas Gerais. Um poema de Olavo Bilac O CAÇADOR DE ESMERALDAS. Também Fernão Dias serviu de inspiração para o livro do romancista Paulo Setúbal, “A BANDEIRA DE FERNÃO DIAS”, mas na realidade o caçador de esmeraldas foi responsável pela captura e venda de indígenas, liderou um ataque a serra de Apucarana, hoje um Estado do Paraná, que resultou na captura de mais ou menos 5000 indígenas.
Bartolomeu da Silva, outro bandeirante que se destacou como desbravador na história do Brasil, descobridor de GOIAS. E, talvez o primeiro a aplicar o conto do vigário nos índios, que ao ser preso por antropófagos PATAXOTA, Bartolomeu se apresentou como: DEUS DO FOGO e, ameaçou colocar fogo em todos os rios. De início os índios não acreditaram, mas Bartolomeu, vulgo ‘ANHANGUERA’ colocou fogo numa garrafa de pinga. Aí os índios apavorados com tal feito, soltaram o Bandeirante e deram-lhe o apelido de “DIABO VELHO”-(ANHANGA-GUERA) onde, se aproveitando da situação Anhanguera obrigou os índios a lhe entregarem todo o ouro que possuíam. Enfim, os BANDEIRANTES na realidade foram bandidos cruéis e sanguinários, e que de Heróis não tinham nada. Mas, a história verdadeira os historiadores não contam, preferem romancear as vergonhosas façanhas de gente de péssimo caráter.

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